Inesperada atividade

A inesperada atividade despertou meus sentidos. Todos à minha volta estão deitados, quase mortos, inertes e silenciosos. Apenas aquela figura vulgar se mantém cambaleante. Acabou de digitar um parágrafo, depois de meses hibernando. A perspectiva de uma retomada criativa me dá forças para levantar também. Quero acordar os outros, mas não tenho voz. Está tudo escuro. Me dirijo para a tela acesa no meio do éter que nos encontramos e digito algumas palavras sem sentido. Mais um parágrafo. Mais um vulto cambaleante. Menos um corpo perdido do vácuo criativo.
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