Me vê a conta?

Hora de pagar a conta, estendo o braço e ofereço o cartão de crédito. O sujeito do caixa passa o cartão na máquina e vem a angústia. O papel não sai, e já imagino o cartão bloqueado, lembro que não tenho um puto na carteira, me constranjo com a possibilidade da vergonha. Já vejo a cara de puto do sujeito, os clientes na fila reclamando da demora e atravessando um olhar acusador. Tudo questão de segundos. Longos segundos. De repente, o papel sai do terminal: alívio. Bons eram os tempos daquela maquininha manual que parecia querer arrancar os dedos de quem a usava...
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