Tão nossa

Coisa velha essa coisa nossa. Velha como a memória dos corredores escolares, das tensões envergonhadas dos intervalos infinitos e dos esbarrões provocados. Coisa intensa essa coisa nossa. Intensa como a vontade de saltar pela tela, comer um ao outro, devorar essa coisa nossa como se o tempo nosso tivesse se esgotado. Mas ele não se esgotou, apenas começa. Coisa louca essa nossa. Louca como a vontade de chutar tudo, de largar todos, de fugir sem destino. E o destino? Coisa nossa essa coisa tão nossa.

3 comentários:

Ândi disse...

Bem assim. E dá essa vontade mesmo. Coisa louca essa coisa "nossa".

[]s
Muito bom Gabo.

Ana Néca disse...

Eita, Gabonildo!

Essa tensão dos intervalos e dos empurrões provocados: você teve a manha de resgatar talvez a imagem mais ansiosa da minha infância. Nostalgia e alívio por ja ter crescido.

Mas penso agora (AGORA MESMO): de que adiantou já que sinto parecido...

E definitivamente, nós aqui, meu caro, desse mundo nosso, sabemos bem o que é essa tal de coisa nossa!

Bizú a tuá!

Anônimo disse...

Lindo, Gabo!

Sensível e intenso, como só você sabe escrever!

Pretty good! ;)

=)***