Tão nossa

Coisa velha essa coisa nossa. Velha como a memória dos corredores escolares, das tensões envergonhadas dos intervalos infinitos e dos esbarrões provocados. Coisa intensa essa coisa nossa. Intensa como a vontade de saltar pela tela, comer um ao outro, devorar essa coisa nossa como se o tempo nosso tivesse se esgotado. Mas ele não se esgotou, apenas começa. Coisa louca essa nossa. Louca como a vontade de chutar tudo, de largar todos, de fugir sem destino. E o destino? Coisa nossa essa coisa tão nossa.
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