Amigos invisíveis

Um nó na garganta, ansiedade, mas o nome disso é saudade mesmo. Era a primeira vez que o filho almoçava em casa. Tanto tempo sem vê-lo... Sabia o que ele gostava de comer: legumes, feijão, nada de carne e refrigerantes, dieta hippie... A mesa posta, a comida bem temperada, suco de laranja. Tudo parecia direitinho, mas aquele silêncio, apertando ainda mais o nó... O que estava errado? Nada não, pai. Mas é que não tem prato para meu amigo. Heh! Mas como ver um amigo imaginário? Não seja por isso, nada que mais um lugar à mesa e um pratão de comida de mentirinha não resolva. Almoço bom, o nó afrouxa e a tarde se abre, plena de felicidade, prometendo novas surpresas.
Postar um comentário